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Resumo do Mercado: as principais novidades

Olá, alunos da EA,

Na quinta-feira, véspera de feriado em São Paulo, o Ibovespa subiu 1,16% e cravou o 11º recorde seguido, aos 97.677 pontos. O giro financeiro foi de R$ 15,1 bilhões.

Os principais destaques foram a alta da CCR(CCRO3) e Ecorodovias(ECOR3), que subiram respectivamente, 5,54% e 5,28% após a declaração do governador de São Paulo, João Dória, afirmando que irá renovar as concessões de rodovias administradas pela iniciativa privada no Estado que vencem até 2022, fim do seu mandato.

Já as ações das Eletrobrás subiram 1,23% na PN(ELET6) e 2,94% na ON(ELET3) após a empresa comunicar que encerrou o prazo para apresentar recurso contra a decisão que aprovou em definitivo o acordo firmado entre a companhia e seus acionistas norte-americanos, que queriam reparação da estatal por perdas geradas pelo envolvimento da companhia em casos de corrupção descobertos pela Operação Lava Jato. Em decorrência do trânsito em julgado, o acordo já homologado, de US$ 14,75 milhões, adquire plena eficácia e não pode ser mais contestado.

O destaque da semana foi a alta das ações da Via Varejo(VVAR3), que subiram 6,40% na quinta e 12,5% na semana. Mesmo com as concorrentes Magazine Luiza(MGLU3) e B2W(BTOW3) sofrendo com a expansão da Amazon no Brasil, o motivo dessa alta seria uma especulação sobre uma potencial compra da Via Varejo pela própria Amazon.

As ações da Petrobrás tiveram um dia de alta, com o preço do barril de petróleo subindo. A alta foi de 0,43% na PN(PETR4) e 1,06% na ON(PETR3). Enquanto isso, os bancos tiveram um dia misto, com as ações do Bradesco(BBDC4) subindo 1,01%, do Itaú(ITUB4) caindo 0,13%, do Santander(SANB11) caindo 0,46% e do Banco do Brasil(BBAS3) caindo 0,51%, lembrando que os bancos irão abrir a temporada de balanços, com o Santander sendo o primeiro a informar na quarta-feira.

E, para finalizar a parte de ações, temos que citar a Vale(VALE3) que subiu 0,90% na quinta-feira, mas que deve sofrer bastante na abertura do mercado hoje. Como a tragédia aconteceu na sexta-feira, as ADRs da Vale, que são ações da empresa negociadas nos Estados Unidos, chegaram a cair 11%, mas fecharam com queda de 8,08%. Porém, essa queda de sexta das ADRs foi antes de a Justiça agir e bloquear R$ 11 bilhões de bens da mineradora para compensar os estragos provocados pelo rompimento da barragem em Brumadinho. Além disso, o Ibama multou a empresa em R$ 250 milhões e a prefeitura de Brumadinho deve multá-la em R$ 100 milhões. Os cálculos preliminares de seguradoras e resseguradoras é de que o prejuízo deve ficar acima do que foi em Mariana, superando os US$ 4 bilhões de responsabilidade civil e US$ 500 milhões para danos materiais.

Seja como for, esse estrago financeiro é pouco se comparado com o dano à imagem da empresa, que vem agindo para diminuir esses danos. Um grande exemplo disso foi que a empresa divulgou em comunicado que o Conselho de Administração suspendeu a política de remuneração aos acionistas e que não pagará dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) como forma de diluir a imagem arranhada.

Do outro lado, temos os investidores que veem oportunidade de compra das ações, já que, no caso de Mariana, após a queda brusca das ações, elas se recuperaram e subiram mais de 257% uma vez que a Vale possui um ótimo balanço, com uma boa gestão e geração de caixa. De toda forma, o papel deve oscilar muito, e quem acertar a direção das ações pode ganhar bastante dinheiro por conta do risco x retorno.

Enquanto isso, o dólar caiu 0,22%, fechando em R$ 3,76 com o mercado apostando na reforma da previdência. Já o Euro caiu 0,63% e fechou em R$ 4,26.

Os DIs tiveram um dia de alta, com o mercado vendo cada vez mais limitado o prêmio sobre os juros. Com isso, o DI jan 2021 subiu de 7,18% para 7,21% e o DI jan 2025 foi de 8,78% para 8,89%.

Na agenda hoje, teremos o relatório da dívida pública relativo ao no passado e o saldo em conta corrente do país, que deve vir com superávit.

Indo para os Estados Unidos, o dia foi de alta, com o shutdown sendo interrompido, pelo menos por três semanas. Com isso o Dow Jones subiu 0,75%, o S&P 500 subiu 0,85% e o Nasdaq subiu 1,29%.

Além disso, os balanços das empresas americanas estão mais uma vez surpreendendo e superando as expectativas, com 75% das empresas entregando um resultado acima do esperado. Isso reflete na recuperação da bolsa americana. A agenda norte-americana será pesada na semana, com a reunião de política monetária do FED na quarta-feira, que pode sinalizar que não haverá mais aumento neste ano e, no melhor dos mundos para o mercado, uma expectativa de queda nos juros em 2019. Além disso, teremos o payroll na sexta-feira.

Hoje, a agenda terá apenas o índice nacional de atividade. Já no calendário de balanço, vamos ter Whirpool e Caterpillar.

Indo para a Europa, as bolsas abriram em baixa, com o DAX-30 de Frankfurt caindo 0,43%, o IBEX-35 de Madri caindo 0,40% e o CAC-40 de Paris caindo 0,46%. Na agenda, devemos ter algum avanço sobre o Brexit, com um debate de votação do projeto de lei do acordo do Brexit amanhã.

Já na Ásia, as bolsas fecharam em queda, com o Nikkei 225 de Tóquio, caindo 0,60% e o Índice Shangai recuando 0,18%. Lembrando que o vice premiê da China, estará nos EUA esta semana para retomar as negociações comerciais na tentativa de fechar um acordo até o dia 1º de março.

O preço do barril de petróleo, conforme antecipado, voltou a subir, com o WTI subindo 1,05% e o Brent subindo 0,90%.

Já as criptomoedas caíram bastante nas últimas 24 horas, com o Bitcoin caindo 3,02% e a Ripple caindo 4,30%.

Ótima semana e bons negócios!