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Os 3 principais passos para você bancário que busca uma recolocação

Constantemente, recebo profissionais que trabalharam por muito tempo dentro de instituições financeiras como bancos e que estão em fase de Transição de Carreira. A grande maioria deles está buscando novas oportunidades no mercado e determinada porcentagem busca oportunidades de emprego no mesmo segmento ou, então, objetivam dar um up em sua carreira no que se refere a um cargo acima e/ou um salário maior. No entanto, há aqueles que estão buscando novas possibilidades em outras áreas e segmentos, sendo este uma porcentagem ainda pequena.

Vejo como característica principal da carreira bancária a estabilidade, ou seja, normalmente os bancários permanecem nesse mesmo segmento por longos anos. Quando saem do banco, normalmente é porque foram demitidos. 90% dos meus clientes tiveram essa realidade. Dificilmente, você encontra no mercado um bancário que decidiu, por conta própria, realizar uma transição de carreira sem ter passado por uma demissão.

Independentemente dos motivos que o levaram a buscar novas oportunidades no mercado, deve-se atentar a alguns detalhes que podem fazer uma significativa diferença em seu momento de carreira. Dessa maneira, vamos refletir sobre os três principais passos para você começar a obter resultados em sua recolocação:

1. Qual o seu momento de carreira?

Acredito que o primeiro passo a ser dado por você que busca uma recolocação no mercado é identificar qual o seu momento de carreira. Você busca uma recolocação no mesmo segmento? Ou está aberto a novas oportunidades no mercado? Qual a sua pretensão salarial (tente entender qual a realidade do mercado, pois o desafio maior é do bancário que busca manter sua última remuneração em outros segmentos)? Você deve saber responder o que você busca para a sua carreira nesse momento.

2. Qual a sua especialidade?

A segunda característica, muito comum na carreira do bancário, é a ATUAÇÃO GENERALISTA, ou seja, o bancário que iniciou muito cedo na instituição, começou em cargos mais operacionais e foi se desenvolvendo, ocupando cargos de maior responsabilidade, e com isso, vivenciou um pouco do operacional, administrativo, financeiro e comercial. Afinal de contas, com qual área você se identifica mais e tem mais competência de atuação?

98% dos bancários que chegam até a mim têm dificuldade de identificar sua área de atuação. O problema maior disso é que, quando a pessoa não sabe no que ela realmente é boa, não consegue se posicionar no mercado de forma estratégica. Dessa forma, seu currículo está mal posicionado, seu LinkedIn não tem retorno e na entrevista só fala “coisas de banco” e esquece de “vender” seu potencial verdadeiro dentro da sua área de atuação. Lembre-se que SEGMENTO é diferente de ÁREA. Nem todo mundo que trabalhou em banco é da área financeira.

3. Atualize-se

A terceira característica muito comum na carreira do bancário é a falta de atualização referente ao mercado como um todo. Quando pergunto ao profissional bancário qual o último evento de networking ou curso de capacitação que ele fez, normalmente a resposta é: “não me lembro nem se já participei de algo assim, mas fiz vários cursos online pelo banco”. Bom, vale lembrar que o mercado não se resume a banco e que, além disso, por mais que você ame trabalhar em banco, as coisas podem mudar e você deve ter pelo menos um plano B.

Se investir sua carreira pensando só em SEGMENTO, você estará perdendo uma grande oportunidade de utilizar seu tempo da melhor maneira, que seria se atualizando quanto à sua ÁREA DE ATUAÇÃO. Você deve entender quais ferramentas são tendências na sua área, pessoas e cursos de referência, estudos em andamento e estar participativo para construir uma marca no mercado, principalmente no LinkedIn. Pode ter certeza que sua cabeça irá se abrir a novas ideias e, no momento da entrevista, você não se limitará ao discurso de bancário que busca recolocação. Ao contrário: terá uma estratégia bem mais assertiva e direcionada à sua especialidade.

Lembre-se que ter uma estratégia de posicionamento clara e assertiva no mercado parte 100% do autoconhecimento profissional. Depois, obviamente, em ter um material de marketing (currículo, LinkedIn e Entrevista) que  posicione bem o seu conteúdo profissional. Não adianta ser o melhor no que você faz se não sabe passar isso aos outros.