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A era das Organizações Exponenciais: você sabe o que é e como poderá afetar a carreira bancária?

A forma de fazer negócio mudou, o perfil do consumidor/cliente mudou, a forma de vender mudou e, com isso, a forma de contratação de pessoas também mudou.  Dessa maneira, podemos perceber que o mercado tem sofrido significativas mudanças que interferem diretamente na nossa forma de trabalhar e viver, ou seja, o mundo mudou e é fundamental que as empresas e as pessoas se adaptem ao novo formato como questão básica para sobrevivência. Estamos na era das Organizações Exponenciais.

De acordo com os autores do livro Organizações Exponenciais, porque elas são 10 vezes melhores, mais rápidas e mais baratas que a sua [e o que fazer a respeito], foi em 2008 que surgiu esse termo na Singularity Exponencial (SU). O objetivo foi criar um novo conceito de universidade, em que o currículo fosse atualizado constantemente visando à adaptação constante do mercado e ao desenvolvimento de habilidades importantes para os executivos que lá frequentavam. Essa universidade concentrava-se em atender os maiores problemas do mundo. E, para isso, treinava as pessoas para pensarem dessa forma inovadora.

Mas afinal, o que são as Organizações Exponenciais (ExO)?

Uma organização exponencial (ExO) é aquela cujo impacto (ou resultado) é desproporcionalmente grande – pelo menos dez vezes maior  – comparado ao de seus pares, devido ao uso de novas técnicas organizacionais que alavancam as tecnologias aceleradas.

Ao invés de usar exércitos de colaboradores ou grandes instalações físicas, as Organizações Exponenciais são construídas com base nas tecnologias da informação, que desmaterializa o que antes era de natureza física e o transfere ao mundo digital.

Elas pensam grande e declaram seu propósito ao mercado. Um exemplo é o Google: “Transformar e Organizar o Mundo”. Ou seja, todas declaram seu Propósito Transformador Massivo (PTM) e, obviamente, no momento da contratação, esse é um aspecto que essas novas organizações têm levado em conta.

As ExO  buscam entender qual é a essência e o propósito de vida de cada candidato. Muitas vezes, isso tem substituído os conhecimentos técnicos que eram os mais avaliados durante um processo seletivo até então.

Por mais que estejamos em uma era tecnológica nunca antes vista, percebe-se que há um interesse maior pelas empresas na busca por pessoas que ocupam um nível de autoconhecimento profissional significativo para ocupar as vagas. Normalmente, esses profissionais conseguem se posicionar de forma muito mais estratégica no mercado, ou seja, sabem identificar qual o seu propósito transformador, podendo esse ser um diferencial durante uma entrevista de emprego.

Então, o desafio do momento para quem busca uma guinada na carreira ou uma recolocação no mercado é: como ser exponencial e gerar resultados exponenciais para se tornar mais competitivo perante os outros candidatos?

  • Autoconhecimento Profissional é o primeiro passo sempre. Afinal, qual o seu propósito de vida? E sua carreira entra onde nisso tudo?
  • Lembre-se que o seu “material marketing” (currículo, perfil no LinkedIn, carta de apresentação, blog…) deve estar bem posicionado, as informações contidas nele bem planejadas, para que ele possa “vender” seu potencial verdadeiro, nem a mais e nem a menos.
  • Falar dos resultados alcançados nesse “material marketing” é fundamental, mas falar do seu propósito de vida também é essencial.
  • Sair do óbvio no momento da recolocação faz toda a diferença. Afinal de contas, ser exponencial é sair do óbvio, buscar canais diferentes.
  • E, por último, lembre-se de que você deve ter uma “marca” no mercado, ser referência em algum assunto que você de fato domina e, com isso, passar o seu propósito de vida aos contatos que fizer.

E como essas mudanças tecnológicas têm transformado o segmento bancário?

  • Fintechs chegando com força total;
  • Taxas mais acessíveis e competitivas entre as instituições financeiras;
  • Custos operacionais menores para os bancos;
  • Fechamento das agências físicas;
  • Agilidade e simplicidade nas operações;
  • Clientes que buscam serviços automatizados;
  • Mudanças radicais em suas estruturas físicas;
  • Transformações em seus modelos de negócios;
  • Investimento pesado em tecnologia para se tornar competitivo no mercado e se sobressair perante seus concorrentes;
  • Criação de canais de relacionamento digitais com os seus clientes.

Quando o mercado oferece poucas alternativas e os clientes têm opções mais restritas de escolha, se instala um desafio maior em exigir que as instituições sigam altos princípios éticos e sociais. Entretanto, essa realidade está mudando, o que dá maior poder de decisão ao público. Dessa forma, surge também uma nova necessidade para as empresas: agir com propósito e ética, de acordo com os valores dos clientes e da sociedade como um todo.

A partir disso, quais mudanças esperar na carreira bancária?

A partir dessas mudanças da era Exponencial, os bancos introduzirão uma nova cultura de gestão de pessoas, visando a identificar de forma mais clara Propósito e Ética de cada colaborador.

A cultura digital será o novo DNA das empresas, então o profissional bancário que busca ser visto internamente pela sua liderança deverá demonstrar competências como:

  • Flexibilidade em aceitar novas formas de trabalho, pois isso tem se transformado cada vez mais;
  • Criatividade em solucionar problemas de formar inovadoras, já que as formas como solucionávamos antes não se aplicam atualmente;
  • O profissional como protagonista de sua carreira que busca por conta própria seu autodesenvolvimento, já que grande parte dos bancários espera que o banco proporcione cursos preparatórios, poucos tomam iniciativa em ir atrás por conta própria;
  • Visão sistêmica do mercado, pois será necessário entender de forma mais completa o que tem se passado na economia do país e como isso poderá afetar seu segmento e sua forma de trabalhar, levando em consideração principalmente as negociações comerciais e fechamento de negócios.